quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Hélio volta com chicote na mão e começa retaliação ao G11

Prefeito decide não mais apoiar a candidatura de Zé Carlos (PDT), um dos pivôs da rebelião dos aliados, a deputado em 2010; outros vereadores estão na mira do governo

Anderson Botan
Campinas

O prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) voltou da China mostrando que o G11 é oposição ao seu governo e deu início ontem às retaliações aos vereadores governistas que deixaram a base para formar o grupo. O primeiro da lista a sofrer as consequências da ira do prefeito foi Zé Carlos (PDT), que até então era considerado pelo prefeito como um de seus mais fortes aliados e, com a ida para o G11, passou a ter o status de traidor da administração. De acordo com uma fonte da reportagem, Hélio teria decidido não mais apoiar a candidatura do vereador a deputado em 2010 e cancelou uma verba de R$ 5 mil e um carro prometidos ao vereador pelo partido, que tem Hélio como presidente local. Esse seria somente o início das retaliações do prefeito contra o vereador.
De acordo com vereadores e assessores ouvidos pela reportagem, Zé Carlos estava nervoso ontem ao saber das retaliações do prefeito, mas a alguns disse não estar ligando para isso e que vai continuar no G11. Além da perda do apoio para a sua candidatura a deputado, o pedetista deve sofrer ainda hoje outras sanções do prefeito, como perder a liderança da bancada na Câmara, os apadrinhados na Administração Regional da região do distrito de Nova Aparecida, seu reduto eleitoral e ainda pode ser expulso do partido.
A reportagem apurou que o ato do prefeito é uma forma de intimidar os vereadores e tentar retomar os apoios perdidos. Hélio deve se reunir com as lideranças dos partidos que apoiam o seu governo para cobrar uma posição quanto aos seus rebelados e deixar claro que quem não retornar ao governo será punido. Os próximos a serem retaliados pelo prefeito são Miguel Arcanjo (PSC), que tem um cargo na Secretaria de Esportes e na Administração Regional do Parque Jambeiro, Cidão Santos (PPS) e Jairson Canário (PT), cujos partidos tem representantes no secretariado do governo e também possuem apadrinhados em órgãos da prefeitura.

Leia a matéria completa na edição de amanhã do Jornal Capital ou no site http://www.diariodeeditais.com.br/

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