Após a derrota do Executivo na sessão de quarta-feira, quando a maioria dos vereadores da Comissão de Constituição, Legalidade e Redação decidiram arquivar o projeto do Executivo de descontos no IPTU e encaminhar para a votação projeto semelhante, mas da bancada do PSB, capitaneado por Arly de Lara, a situação ficou preocupante e uma posição mais enérgica do prefeito, com direito a retaliações, como exoneração de aliados e isolamento dos rebeldes, deve ser cobrada pelo líder do governo na Casa, Francisco Sellin (PDT). Além disso, o parlamentar vai cobrar que nenhum vereador da base falte às sessões, já que a ausência de Sérgio Benassi (PCdoB) foi fundamental para a vitória do G11 na aprovação do projeto de Arly por 16 votos a 15. Com a base completa, é possível empatar o jogo e o voto de minerva ser dado pelo presidente da Casa, Aurélio Cláudio (PDT), que, segundo vereadores da base, disse estar comprometido com o governo, apesar de ter sido eleito com votos do G11.
Dúvida
Mas há alguns governistas que estão na dúvida se Aurélio vai mesmo salvar o governo em situações de empate, justamente pelo fato de ter sido reconduzido ao cargo pela maioria do G11. A disputa deve ser pelo apoio do presidente.
Desespero
No desespero de tentar garantir a vitória do Executivo e rejeitar o projeto de Arly, alguns vereadores chegaram a tumultuar a sessão e até mesmo, na hora da votação, levantar os dois braços para dar mais de um voto a Hélio.
Enquadrado 1
No PT, a insatisfação com a postura de Jairson Canário na última votação é grande. Ele deixou de seguir a orientação da bancada, apoiada pela Executiva e votou contra o projeto do Executivo e favorável ao do PSB.
Enquadrado 2
De acordo com o presidente local da legenda, Paulo Mariante, uma nova conversa deve ocorrer com o parlamentar para enquadrar Canário a seguir as determinações da bancada e da Executiva, pois esta é a linha do PT.
Preocupante
Para Luis Yabiku (PDT), a situação dentro da Comissão de Legalidade é preocupante. Como a maioria passou a ser da oposição, as chances de projetos do Executivo serem mortos no ninho ficam enormes. Não deve passar mais nada.
Bonitinho
Artur Orsi (PSDB) não gostou quando, na última sessão, Jorge Schneider (PTB) se referiu a um procurador que deu parecer contrário contra a colocação de crucifixos na Casa como “bonitinho”. Pediu retratação.
Justiça
Schneider promete ir à Justiça comum para conseguir que seja colocado um crucifixo no plenário. No entendimento da Casa o estado brasileiro é laico e por isso os órgãos públicos não podem ter nenhuma orientação religiosa.
Pedágios
O deputado estadual Antonio Mentor (PT) apresentou um projeto de lei na Assembleia que quer proibir a cobrança de pedágio nas rodovias que não ofereçam aos usuários rotas alternativas sem custo em condições de tráfego.
Morna
A pauta da sessão de hoje, a pedidos da base, está morna, sem projetos conflitantes, para evitar novas derrotas do governo e deve continuar nessa calmaria até o retorno de Hélio, que está previsto para a próxima segunda-feira.
Votação
Entre honrarias, vetos e nomes de rua, vai ser votado em primeira discussão o projeto de lei de Biléo Soares (PSDB) que isenta o pagamento de passagem no transporte coletivo idosos que se encontram de passagem por Campinas.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
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