Secretaria de Transporte afirma que reajuste é o menor desde implantação do Bilhete Único
Anderson Botan
Campinas
As tarifas do transporte coletivo vão ser reajustadas na zero hora de domingo, passando de R$ 2,50 para R$ 2,60. De acordo com o secretário de Transportes, Gerson Bittencourt, o índice inflacionário de 4%, para o cálculo do reajuste ficou abaixo de grande parte dos indicadores econômicos de inflação e é o menor valor de reajuste acumulado desde 2006, quando foram firmados os novos contratos de concessão e implantado o Bilhete Único. O valor foi definido ontem em uma reunião entre o prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT), o secretário, empresários do transporte coletivo e representante das cooperativas do transporte alternativo.
De acordo com o secretário, o índice de reajuste aplicado à passagem de ônibus foi de 15,56% nos últimos três anos. No mesmo período, o Índice Geral de Preços (IGP-M – FGV) chegou a 16,66%, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-FIPE) a 16,05%, o Índice de Custo de Vida (ICV-Dieese) teve estimativa de 17,05% e o Índice de Preços ao Consumidor Aplicado (IPCA-IBGE) foi de 15,91%. No comparativo anual, de dezembro de 2008 a janeiro deste ano, o aumento foi de 4%, sendo que o ICV-Dieese atingiu 4,58%, o IPCA-IBGE foi de 4,28% e o IPC-FIPE chegou a 3,65%, o que mantém a tarifa campineira abaixo ou na média destes principais índices.
Segundo Gerson Bittencourt, desde 2006, quando foram assinados os novos contratos de concessão com as empresas, o sistema de gestão do transporte coletivo ganhou “musculatura”, o que possibilitou um acompanhamento mais detalhado dos gastos do sistema e facilitando os cálculos do número de passageiros transportados, as receitas e as despesas. “Desde que o Bilhete Único foi implantado, os aumentos são menores do que qualquer indicador inflacionário, o que mostra que o serviço está equilibrado. Para este ano, muitas pessoas esperavam um reajuste maior, de até R$ 2,70, devido aos valores das outras cidades, como São Paulo, Osasco, entre outras, mas os cálculos feitos chegaram a um valor menor”, disse.
Pressão
Bittencourt disse que o valor do reajuste vem sendo negociado com as empresas e cooperativas do transporte coletivo desde o ano passado, em diversas reuniões. Ele confessa que neste ano os donos das empresas de transporte sugeriram que o reajuste fosse maior, equiparado com a capital. “Nem sempre os empresários estão contentes com o valor. Queriam um valor maior, que fosse equiparado ao de outras cidades, como São Paulo, que foi de R$ 2,70, mas os números de Campinas mostraram que o valor calculado seria justo de acordo com as informações obtidas pela Emdec e o prefeito aceitou as planilhas e se decidiu pelo valor de R$ 2,60”, afirmou.
De acordo com a Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), órgão que gerencia o transporte na cidade, os insumos que mais impactaram no preço da tarifa foram o reajuste dos salários dos funcionários das empresas, de 21,85% no período, os pneus, que tiveram alta de 21,34% e o valor dos veículos (frota), com aumento de 12,79%, também no mesmo período.
Também terão novos valores de tarifa as linhas Circular-Centro, que passam de R$ 1,65 para R$ 1,70 com o Bilhete Único e de R$ 2,50 para R$ 2,60 no pagamento em dinheiro e as linhas seletivas, que terão a tarifa reajustada de R$ 2,90 para R$ 3,00. O passe escolar sobe de R$ 1,00 para R$ 1,04. O decreto que autoriza o reajuste será publicado na edição de hoje do Diário Oficial do Município (DOM).
Contrapartida
De acordo com o secretário, foi exigido das empresas de transporte como contrapartida, além das que são cumpridas em contrato, como renovação de frota, construção das estações de transferência, entre outras, a compra de mais veículos acessíveis para a frota do PAI-Serviço, que atende os deficientes físicos cadastrados pela Emdec. Atualmente são 20 veículos e este número vai passar para 25. “As empresas devem entregar os veículos em até 120 dias e com eles a Emdec vai poder atender mais pessoas e aumentar o número de viagens, dando mais conforto aos que hoje já são atendidos pelo programa”, disse Bittencourt. Em 2008, o serviço atendia a 805 usuários e, em 2009, houve um aumento de 33%, saltando para 1.067 usuários.
VLP
Sobre a nova modalidade de transporte que deve ser implantada em Campinas, o Veículo Leve sob Pneus (VLP), que deve ligar a região do Ouro Verde ao centro de Campinas, o secretário disse que ainda não tinha novidades sobre a liberação dos recursos e sobre o projeto. “Agora que encerramos a discussão sobre o reajuste da tarifa, vamos nos dedicar ao VLP, ao projeto, à implantação e obtenção de recursos”, disse. O projeto inicial já foi alterado, pois anteriormente a região do Campo Grande também teria uma ligação via VLP até o centro. O projeto inicial custaria mais de R$ 1 bilhão, contudo poderia não obter verbas suficientes do governo federal para sua construção. Com a exclusão do corredor Campo Grande, que passará a ser atendido por ônibus biarticulados, o valor do projeto caiu para cerca de R$ 500 mil.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
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De VLT para VLP vamos continuar a queimar óleo diesl com muitas parts por milhão de enxofre, o indíce de câncer agradece. Mais uma vez o Partido Rodoviário é vencedor, o Clube do Bacalhau agradece. Aproveito para adiantar a desculpa/explicação o investimento ferroviário é muito alto, e o retorno financeiro é muito lerdo. A saúde sem sombra de dúvidas inexiste na prioridade política campineira.E viva a poluição!!!
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