Lideranças vinculadas às entidades ligadas aos ambulantes já estiveram nas imediações das ruas Marechal Deodoro e Doutor Ricardo, onde o túnel desemboca, para mapear o local e determinar futuras vagas para os trabalhadores informais
Anderson Botan
Campinas
Os trabalhadores informais de Campinas que ainda não tem um espaço garantido para desenvolvimento de suas atividades e ocupam clandestinamente ruas e avenidas da cidade, já começaram a traçar um plano de ocupação da saída do túnel de pedestres que está em fase final de construção e ligará o Terminal Metropolitano de passageiros, ao lado da nova Rodoviária, até a região central. O CAPITAL apurou que algumas lideranças vinculadas às entidades ligadas aos ambulantes já estiveram nas imediações das ruas Marechal Deodoro e Doutor Ricardo, onde o túnel desemboca, para mapear o local e determinar futuras vagas para os trabalhadores informais.
Os comerciantes e moradores da região, que acompanham diariamente a movimentação do planejamento da ocupação, se organizam para impedir a instalação dos informais no local. De acordo com o presidente do Instituto de Desenvolvimento de Campinas (Idesc), Flávio Costa, que também atua no “Movimento pela Revitalização do Centro, Botafogo e Envoltório da Antiga e Atual Rodoviária de Campinas”, há uma preocupação dos moradores e dos comerciantes quanto a instalação do comércio informal no local, com a entrega do túnel.
Segundo Costa, há um temor de que os informais que atuam hoje na ligação do terminal com a Estação Cultura se transfiram para o local, o que traria tumulto, sujeira e violência. Além disso, as ruas são estreitas e a instalação do comércio tem tudo para gerar conflito com a movimentação de veículos que entram e saem do 1º distrito policial, em chamadas de urgências, além de ser ruim para moradores e comerciantes do local.
“Há uma preocupação dos moradores e comerciantes quanto a ocupação do local pelos informais e queremos evitar que isso aconteça, pois a intenção é ter este local revitalizado e não ocupado pelos camelôs”, afirma Flávio Costa.
Setec
Preocupados com a possível ocupação do local, os representantes do movimento e o presidente do Idesc já estiveram reunidos com o presidente da Serviços Técnicos Gerais (Setec), Achilli Sfizzo Júnior, autarquia responsável pelo uso e ocupação do solo, para abordar o tema, entre outros assuntos pendentes, no último dia 12.
Na reunião,foi exposta a preocupação quanto a ocupação do local, a transferência dos atuais camelôs da Estação Cultura para a saída do túnel, que operam em horários que a Setec não faz a fiscalização, a sujeira que eles deixam quando saem do local.
O presidente teria dito aos representantes dos moradores que a Setec tem a mesma preocupação, mas que não poderia por enquanto dar uma resposta ou fazer algo, já que não tinha nada concreto. A resposta deixou o presidente do Idesc e os representantes do comércio presentes mais preocupados, já que, se a empresa não consegue coibir os informais já existentes, não teria forças para evitar a ocupação na saída do túnel e prometeram solicitar novas reuniões para tratar o tema com mais contundência junto à autarquia.
A Setec, por meio da assessoria, confirmou a reunião, contudo informou que o presidente da autarquia deixou claro que os fiscais estão monitorando constantemente o uso e ocupação do solo e coibindo o comércio informal quando encontram vendedores em situação irregular e disse que não vai permitir qualquer ocupação no lugar mencionado, já que não há qualquer liberação de novas vagas para informais no município.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
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