Atualmente, os ambulantes já atuam na saída improvisada do terminal pela Estação Cultura, após o horário de fiscalização, por volta das 19h e antes das 8h da manhã
Anderson Botan
Campinas
Os trabalhadores da economia informal de Campinas pretendem se instalar no túnel de pedestres que vai ligar o Terminal Metropolitano, ao lado da rodoviária, com a rua Doutor Ricardo, com barracas desmontáveis e em horários que não tenha fiscalização por parte da autarquia responsável por fiscalizar o uso do solo público na cidade, a Serviços Técnicos Gerais (Setec). Atualmente, os comerciantes já atuam na saída improvisada do terminal pela Estação Cultura, após o horário de fiscalização, por volta das 19h e antes das 8h da manhã. O Sindicato da Economia Informal de Campinas confirmou que tem um projeto para a colocação de 20 pontos fixos de comércio nas proximidades da nova rodoviária, inclusive na saída do túnel.
De acordo com a assessoria do sindicato, o projeto foi desenvolvido com a Setec e com a prefeitura, para a colocação de pontos fixos de camelôs na região. Contudo, a assessoria informou que não é possível a colocação de pontos fixos porque no contrato de construção e concessão do terminal rodoviário, ficou determinado que não poderiam ser instaladas barracas de comércio informal no local e nos arredores pelo fato de o terminal já contar com um espaço para comércio em seu interior. Os camelôs disseram também que o que dificulta a instalação no local é a concorrência com pontos comerciais que já existem no local, o que pode dificultar que o projeto saia do papel.
Mobilização
Moradores e comerciantes da região já se mobilizam para evitar que o local seja ocupado pelos comerciantes informais. De acordo com o presidente do Instituto de Desenvolvimento de Campinas (Idesc), Flávio Costa, que também atua no “Movimento pela Revitalização do Centro, Botafogo e Envoltório da Antiga e Atual Rodoviária de Campinas”, há um temor de que os informais que atuam hoje na ligação do terminal com a Estação Cultura se transfiram para o local, o que traria tumulto, sujeira e violência. Além disso, as ruas são estreitas e a instalação do comércio tem tudo para gerar conflito com a movimentação de veículos que entram e saem do 1º distrito policial, em chamadas de urgências, além de ser ruim para moradores e comerciantes do local.
“Há uma preocupação dos moradores e comerciantes quanto a ocupação do local pelos informais e queremos evitar que isso aconteça, pois a intenção é ter este local revitalizado e não ocupado pelos camelôs”, afirma Flávio Costa.
A assessoria do sindicato confirmou que foram realizados estudos dos locais próximos à nova rodoviária para a instalação dos informais. O assunto foi abordado pelos comerciantes e o presidente do Idesc em reunião com o presidente da Setec, Achilli Sfizzo Júnior.
Setec
A Setec e a prefeitura informaram desconhecer qualquer participação de ambas no projeto do sindicato para a ocupação do solo público na região da nova rodoviária. A administração e a autarquia negaram ter conhecimento de qualquer projeto a respeito deste tema e disse desconhecer qualquer solicitação para a ocupação do local com camelôs. Quanto à fiscalização da Setec, a assessoria informou que ela é realizada e que vai coibir qualquer comerciante informal que se instale em pontos que não são permitidos o comércio pela prefeitura. A Setec disse ainda que no momento não há qualquer projeto ou intenção de que sejam instaladas barracas ou mesmo que se libere o comércio informal na região, em qualquer horário do dia.
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