quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Eleição e força de Hélio põem em cheque fidelidade do PSB

Mesmo alegando que continuam tendo uma postura independente e até de oposição ao governo, Élcio Batista e Sebá Torres estão insatisfeitos com a executiva local do partido e com Jonas Donizette

Anderson Botan
Campinas

O processo eleitoral deste ano, aliado a força política do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) causa um racha entre vereadores do PSB e a executiva local do partido. Mesmo alegando que continuam tendo uma postura independente e até de oposição ao governo, o CAPITAL apurou que Élcio Batista e Sebá Torres estão insatisfeitos com a executiva local do partido, principalmente com o principal cacique da legenda, o deputado estadual Jonas Donizette. O desconforto teria levado os parlamentares a aceitar dialogar com o governo municipal e votar a favor de projetos de interesse da administração.

A reportagem apurou que os dois vereadores teriam ficado insatisfeitos pela preferência de Jonas Donizette – candidato a deputado federal - em fazer “dobradinha” com o prefeito de Pedreira, Hamilton Bernardes Junior, para concorrer a deputado estadual. Os dois parlamentares apresentaram seus nomes como pré-candidatos a deputado estadual e contavam com o apoio de Jonas para que um deles fosse escolhido para concorrer ao lado do deputado. A atitude teria gerado desconforto entre os parlamentares e o partido.

O comando da subprefeitura de Nova Aparecida, dado para um assessor do gabinete de Élcio Batista, Jefferson Lucindo foi uma gentileza da administração pelo fato de o parlamentar passar a votar com a base aliada e ter auxiliado o Executivo em votações de projetos importantes.

O próximo da lista, para que passe a votar também com o Executivo e também indique aliados para cargos comissionados da administração é Sebá Torres, que já é dado como certo o ingresso na base. O vereador esteve com a secretária-chefe de Gabinete, Rosely Nassim Jorge Santos, para tratar de demandas para o distrito, seu reduto eleitoral. Torres disse, logo após a reunião, que gostaria de indicar nomes para a subprefeitura de Sousas, mas a primeira-dama, que é o braço direito de Hélio na conversa com os vereadores, teria oferecido indicações ou o comando da subprefeitura de Joaquim Egídio.

Outro lado

Os dois parlamentares do PSB negam qualquer divergência com o comando local do partido ou que estejam integrando a base governista. Élcio disse que, como líder da bancada, a orientação é manter uma independência caminhando para a oposição, votar o que é pontual para a cidade e fazer críticas pontuais ao Executivo. Quanto ao fato da indicação de Lucindo, o parlamentar disse que não houve qualquer troca por apoio e sim uma coincidência em liberar o seu funcionário com a necessidade do Executivo em ter uma pessoa, considerado por Hélio de grande competência para administrar o local. “O prefeito já conhecia o trabalho dele e a indicação não envolveu nenhuma negociação partidária. Não foi pedido a mim que indicasse o Lucindo em troca de favores e votos. Ele já era conhecido do PDT, quando fui candidato a vereador pelo partido e pela participação dele tanto na minha campanha quanto da de Hélio em 2004”, afirma o vereador, que disse ainda que não teve qualquer influência na indicação pelo fato de ela não ter ocorrido em seu reduto eleitoral, que é a região da Administração Regional 11, do Chapadão e Jardim Eulina.

Sebá Torres também garantiu que continua adotando a postura de independência e oposição exigida pelo partido e que não negocia cargos em troca de apoio. O vereador confirmou que se reuniu com Rosely Nassim Jorge Santos, mas para tratar de demandas para o distrito de Sousas, seu reduto eleitoral. Mas também confirmou que gostaria de indicar nomes para a subprefeitura, mas não como forma de trocar isso por apoio político ao prefeito.

Liderança do governo

O líder do governo na Câmara, Francisco Sellin (PDT), disse que não teve qualquer conversa por parte dele ou da administração com o PSB, visto que desde o princípio é conhecida a linha de atuação do partido na Casa. Contudo considera que em alguns momentos os parlamentares votam a favor do Executivo por considerarem que os projetos são de grande importância. Sellin afirmou que o Executivo conversou com os partidos aliados, na época do G11, para cobrar dos vereadores que formaram o grupo o por que deixaram a base e tentar reverter este apoio, o que ocorreu com o fim do grupo no recesso parlamentar. Atualmente, segundo o líder, a base governista conta com 20 parlamentares. Procurado pela reportagem desde o início da semana, o deputado Jonas Donizette não retornou as ligações até o fechamento desta edição.

Um comentário:

  1. Os inquilinos do quarto andar do Palácio da Colméia jogam com antecipação, já começam a complicar o "link" do comunicdor,desgastando-o pra deputção federal, caso seja derrotado, ficará sem mandato e complica sua candidatura a prefeito em 2012.O pessoal do pantanal já demonstrou que pesca bem, até em águas turvas,venceu em 2008 por WO, agora vai na base do desgaste, e utilizando poço de "ceva"

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