Diretório municipal enquadra vereadores que começam a dialogar com o Executivo
Anderson Botan
Campinas
A executiva local do PSB vetou a aproximação dos vereadores da bancada do partido na Câmara com a bancada governista. O partido, tido hoje como uma das grandes forças de oposição ao prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) na cidade, não permite que os aliados aceitem dialogar com a administração para, em troca de cargos e indicações nas subprefeituras e administrações regionais, passem a votar com o governo.
De acordo com o presidente local da legenda, Wanderley de Almeida, o partido continua com a posição de independência e oposição ao governo Hélio e pretende se fortalecer ainda mais na cidade, formando uma bancada forte de deputados estaduais e federais, para que o partido tenha uma liderança importante, Jonas Donizette, na disputa da prefeitura em 2012.
A posição do partido tem relação com a recente indicação de um ex-assessor ligado ao vereador Élcio Batista e a declaração de Sebá Torres que gostaria de indicar nomes para a subprefeitura de Sousas. Almeida afirmou que caso os vereadores do PSB queiram se aproximar da base governista, a atitude é individual e não tem consentimento do partido. A executiva do partido vai conversar com o vereador para saber o teor de suas declarações e deixar clara qual é a posição do partido com relação ao governo.
Conversas individuais
O governo, desde a criação do G11, conseguiu acabar com o grupo conversando individualmente com alguns vereadores integrantes para que voltassem a apoiar Hélio em troca de cargos e indicações. A possível aproximação do PSB com a bancada governista na Casa foi levantada quando o prefeito nomeou o chefe de gabinete de Élcio Batista (PSB), Jefferson Lucindo, para a subprefeitura de Nova Aparecida, antes comandada por um aliado de José Carlos Silva (PDT). Já outro vereador do partido, Sebá Torres (PSB), teve uma reunião com a secretária-chefe de Gabinete, Rosely Nassim Jorge Santos e foi dado como o próximo a integrar a base governista, principalmente por ter declarado que gostaria de indicar nomes para a subprefeitura de Sousas.
Procurados pela reportagem, os dois parlamentares negaram terem discutido apoio político à base governista em troca de cargos e que vão manter a linha que o partido adotou desde o início do mandato. Élcio disse que, como líder da bancada, a orientação é manter uma independência caminhando para a oposição, votar o que é pontual para a cidade e fazer críticas pontuais ao Executivo. Quanto ao fato da indicação de Lucindo, o parlamentar disse que não houve qualquer troca por apoio e sim uma coincidência em liberar o seu funcionário com a necessidade do Executivo em ter uma pessoa, considerado por Hélio de grande competência para administrar o local. “O prefeito já conhecia trabalho dele e a indicação não envolveu nenhuma negociação partidária, não foi pedido a mim que indicasse o Lucindo em troca de favores e votos. Ele já era conhecido do PDT, quando fui candidato a vereador pelo partido e pela participação dele tanto na minha campanha quanto da de Hélio em 2004”, afirma o vereador, que disse ainda que não teve qualquer influência na indicação pelo fato de ela não ter ocorrido em seu reduto eleitoral, que é a região da Administração Regional 11, do Chapadão e Jardim Eulina.
Sebá Torres também garantiu que continua adotando no Legislativo a postura de independência e oposição exigida pelo partido e que não negocia cargos em troca de apoio. O vereador confirmou que se reuniu com a chefe de Gabinete de Hélio, mas para tratar de demandas para o distrito de Sousas, seu reduto eleitoral. Mas também confirmou que gostaria de indicar nomes para a subprefeitura, mas não como forma de trocar isso por apoio político ao prefeito.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
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